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Como funciona a tributação hoje?
Antes de entender o novo sistema, é importante conhecer a estrutura atual: vários tributos, competências diferentes e regras que mudam conforme o produto, o serviço e o local da operação.
O sistema atual em uma frase
Hoje, o consumo é tributado por diferentes impostos e contribuições federais, estaduais e municipais.
Os principais tributos sobre o consumo
PIS
Contribuição federal incidente sobre receitas, com regras cumulativas ou não cumulativas conforme o regime da empresa.
COFINS
Contribuição federal também calculada sobre receitas e sujeita a diferentes alíquotas, créditos e tratamentos.
IPI
Imposto federal relacionado a produtos industrializados e à importação, conforme a classificação fiscal.
ICMS
Imposto estadual sobre circulação de mercadorias, transportes interestaduais e intermunicipais e comunicação.
ISS
Imposto municipal incidente sobre os serviços previstos na legislação, com regras ligadas ao município competente.
Simples Nacional
Regime unificado que reúne tributos em uma guia, mas mantém regras próprias por atividade, anexo, faixa e tipo de receita.
Por que o sistema é considerado complexo?
Três esferas de tributação
União, estados e municípios possuem tributos, legislações, declarações e administrações diferentes.
Mercadoria ou serviço?
A classificação da operação pode determinar se haverá ICMS, ISS ou outro tratamento tributário.
Regras por localidade
Alíquotas, benefícios e obrigações podem variar entre estados e entre municípios.
Múltiplos regimes
Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real produzem formas diferentes de cálculo e aproveitamento de créditos.
Tributação em cascata
Nem todo tributo pago anteriormente gera crédito, fazendo parte do imposto permanecer embutida no custo.
Muitas obrigações
Notas, declarações, guias, cadastros e controles exigem informações consistentes em vários sistemas.
Como a tributação aparece numa operação?
O caminho depende do que é vendido, de quem vende, de quem compra e de onde a operação acontece.
Classificar
Identificar corretamente produto, serviço, atividade, NCM, código de serviço e natureza da operação.
Definir a regra
Verificar incidência, alíquota, benefício, substituição tributária, monofasia, retenção ou outra particularidade.
Emitir o documento
Preencher a nota fiscal com códigos, bases de cálculo, valores e informações complementares corretas.
Apurar e declarar
Confrontar débitos e créditos quando aplicável, transmitir as obrigações e realizar o recolhimento.
Exemplo simplificado
Uma empresa pode comprar um item com ICMS, PIS e COFINS, incorporá-lo ao custo e depois vender com novos débitos desses tributos.
Compra
O documento recebido pode gerar crédito total, parcial ou nenhum crédito, dependendo do regime e da operação.
Venda
A saída gera tributação conforme o produto, o destino, o cliente e as regras aplicáveis.
Resultado
O valor recolhido não depende apenas da venda: créditos, benefícios e tratamentos especiais também interferem.
O que a empresa precisa controlar hoje?
- Cadastro de produtos e serviços: códigos e classificações determinam o tratamento tributário.
- Origem e destino: o local da operação pode alterar alíquotas e obrigações.
- Perfil do cliente: consumidor final, contribuinte ou empresa de outro regime podem exigir tratamentos diferentes.
- Documentos de entrada: notas corretas sustentam custos, estoques e créditos.
- Documentos de saída: erros na emissão podem gerar imposto incorreto, rejeições e retrabalho.
- Regime tributário: a forma de cálculo muda entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.
Perguntas frequentes
ICMS e ISS podem incidir juntos na mesma operação?
Como regra, a natureza da operação define a incidência principal. Situações com fornecimento de mercadorias e serviços exigem análise da legislação e da composição da operação.
Toda compra gera crédito tributário?
Não. O direito ao crédito depende do tributo, do regime, da finalidade da aquisição, da documentação e das regras aplicáveis.
No Simples Nacional não existe complexidade?
O recolhimento é unificado, mas ainda existem classificações por atividade, anexos, faixas, segregações de receita e situações tributadas fora do DAS.
Por que entender o sistema atual?
Porque a transição terá convivência entre regras antigas e novas. Conhecer a estrutura atual ajuda a identificar o que será substituído e quais processos precisarão mudar.
Conteúdo educacional atualizado em agosto de 2026. A aplicação específica depende da legislação vigente e das características de cada operação.
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