MEI: o que é, quem pode ser e quais cuidados o empreendedor deve ter

O Microempreendedor Individual (MEI) é uma das formas mais utilizadas de formalização de pequenos negócios no Brasil. Criado para reduzir a informalidade, o modelo permite a obtenção de CNPJ, acesso à Previdência Social e tributação simplificada, com custos reduzidos.

Apesar das facilidades, o MEI possui regras claras, limites legais e obrigações que precisam ser acompanhadas de perto. Quando mal utilizado, pode gerar riscos fiscais, previdenciários e dificuldades no crescimento do negócio.

Neste artigo, explicamos o que é o MEI, quem pode se enquadrar, quais são os impostos e obrigações envolvidos e em quais situações esse modelo deixa de ser a melhor opção para o empreendedor.

Principais tópicos deste artigo

O que é MEI e como ele funciona

O MEI é um regime empresarial simplificado, vinculado ao Simples Nacional, voltado a profissionais que atuam por conta própria ou mantêm negócios de pequeno porte.

Ao se formalizar como MEI, o empreendedor passa a ter:

  • CNPJ ativo.
  • Inscrição municipal ou estadual, conforme a atividade.
  • Possibilidade de emitir nota fiscal.
  • Recolhimento mensal de tributos em valor fixo.

O objetivo do modelo é facilitar a entrada no empreendedorismo formal, principalmente nas fases iniciais do negócio.

Quem pode se enquadrar como MEI

Para ser MEI, é necessário atender a todos os critérios legais de forma simultânea.

Limite de faturamento

O faturamento bruto anual do MEI é limitado a R$ 81 mil, o que corresponde a uma média mensal de R$ 6.750. Nos casos em que o CNPJ é aberto ao longo do ano, o limite é proporcional ao número de meses de atividade.

Atividades permitidas

Nem todas as atividades podem ser exercidas como MEI. A legislação estabelece uma lista específica, que inclui principalmente:

  • Comércio varejista.
  • Pequenos serviços operacionais.
  • Atividades artesanais.
  • Profissões técnicas não regulamentadas.

Atividades intelectuais regulamentadas, como advocacia, medicina, engenharia e contabilidade, por exemplo, não são permitidas nesse enquadramento.

Outras regras obrigatórias

Além do faturamento e da atividade, o MEI precisa observar outros requisitos:

  • Não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa.
  • Poder contratar apenas um funcionário.
  • Pagar ao funcionário salário mínimo ou piso da categoria.

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Quais impostos o MEI paga

O MEI recolhe seus tributos por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), com valor fixo mensal, que varia conforme a atividade exercida.

Esse pagamento inclui:

  • Contribuição ao INSS.
  • ISS, para prestadores de serviços.
  • ICMS, para comércio ou indústria.

Mesmo com valores reduzidos, o pagamento deve ser feito mensalmente, independentemente de haver faturamento no período.

Obrigações do MEI que não podem ser ignoradas

Apesar da simplicidade, o MEI possui obrigações que precisam ser cumpridas com regularidade.

Pagamento mensal do DAS

O DAS deve ser pago todos os meses. O atraso gera:

  • Multas.
  • Juros.
  • Suspensão temporária de benefícios do INSS.

Declaração anual do MEI

O MEI deve entregar anualmente a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI), informando o faturamento do ano anterior. A não entrega pode resultar em multa e até bloqueio do CNPJ.

Controle de faturamento

Mesmo sem contabilidade obrigatória, o MEI precisa manter controle mensal das receitas para evitar o estouro do limite anual.

Quando o MEI deixa de ser a melhor opção

O MEI é adequado para negócios pequenos, mas deixa de ser a melhor escolha conforme a operação cresce. Alguns sinais comuns de que o enquadramento precisa ser revisto:

  • Faturamento próximo ou acima do limite anual.
  • Necessidade de contratar mais funcionários.
  • Aumento do risco fiscal e operacional.
  • Exigência de estrutura tributária mais eficiente.
  • Mudança da atividade exercida.

Nesses casos, a migração para Microempresa (ME) costuma ser o caminho mais seguro.

Erros comuns cometidos por MEIs

Alguns erros são recorrentes e podem gerar prejuízos relevantes:

  • Ultrapassar o limite de faturamento sem desenquadramento.
  • Misturar finanças pessoais e do CNPJ.
  • Atrasar o pagamento do DAS.
  • Não entregar a declaração anual.
  • Permanecer como MEI mesmo com crescimento do negócio.

Esses equívocos podem resultar em cobrança retroativa de impostos, multas e juros.

O papel da contabilidade no dia a dia do MEI

Embora o MEI não seja obrigado a manter escrituração contábil formal, o acompanhamento profissional reduz riscos e melhora a tomada de decisão.

Com apoio contábil, o empreendedor consegue:

  • Monitorar corretamente o faturamento.
  • Avaliar o momento adequado para mudar de regime.
  • Evitar problemas fiscais e previdenciários.
  • Planejar o crescimento do negócio com mais previsibilidade.

Como a NANUVEM Contabilidade apoia MEIs e pequenos negócios

A NANUVEM Contabilidade atua de forma consultiva, orientando MEIs desde a abertura do CNPJ até o momento de transição para regimes mais estruturados.

O foco está em ajudar o empreendedor a entender seus números, cumprir obrigações corretamente e tomar decisões alinhadas ao crescimento do negócio, evitando riscos desnecessários e surpresas fiscais.

Esse acompanhamento é especialmente importante para quem está saindo da informalidade ou começando a estruturar sua empresa.

Perguntas frequentes sobre MEI

O que é MEI e quem pode abrir?

O MEI é o Microempreendedor Individual, destinado a quem fatura até R$ 81 mil por ano, exerce atividade permitida e não participa de outra empresa.

MEI precisa de contador?

Não é obrigatório, mas contar com orientação contábil ajuda a evitar erros, controlar o faturamento e planejar o crescimento do negócio.

O que acontece se o MEI ultrapassar o limite de faturamento?

O empreendedor deve ser desenquadrado do MEI e migrar para outro regime. Dependendo do excesso, pode haver cobrança retroativa de impostos.

MEI pode emitir nota fiscal?

Sim. O MEI pode emitir nota fiscal, principalmente ao prestar serviços ou vender produtos para outras empresas.

Quando vale a pena sair do MEI?

Quando o faturamento cresce, a estrutura do negócio se torna mais complexa ou surgem novas exigências fiscais, outros regimes passam a ser mais adequados.

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